Bêbado, trêbado
Fevereiro 28, 2009
Eita! A malvada da cachaça!
O primeiro dia de uma puta
Fevereiro 9, 2009
Um amigo para seu cunhado:
- Vamos pro cabaré?
- Quê? – responde assustado.
- É, rapaz! Não vou dizer para minha irmã!
Após um pouco pensar, ele responde:
- Tá, vamos… mas ninguém vai comer ninguém.
Assim fomos parar um cabaré de beira de estrada.
***
- O que você tem para beber? Quero beber cana. Tem? – pergunto ao dono mal encarado do bar.
- Não, não vendo cana. Tenho Nova Skin, Martini e Champagne. A garrafa do Champagne custa R$ 30,00 – retruca o homem com cara de raros amigos, já desconfiando que os pirralhos de menor darão trabalho para pagar a conta.
- Então me traz um Martini.
***
Arquétipo típico de puta: negra, um pouco acima do peso mas que lhe garante um bundão, buceta mal raspada, cabelos molhados cheirando shampoo de quinta categoria. Sinto nojo quando relembro este maldito cheio. Estava embriagada.
***
Quando metia com maior velocidade, força e intensidade, reparei seus olhos cheios de lágrima, lábios torcidos e, assim que ela percebeu que eu estava olhando, logo fechou os olhos.
***
As primas dela contaram-me que ela chegara hoje, viera de outra cidade.
- O que houve com ela? Está fugindo de alguém?
- Não sei. Chegou aqui já bêbada perguntando se poderia ficar aqui.
Penso que ela brigou com o marido, possivelmente, porque descobriu que ele estava a traindo com outra puta e decidiu dar o troco. Fugiu de casa e foi viver em um cabaré de beira de estrada.
Esta é quase a história da outra puta que me recepcionara por lá: roubou o marido, um policial de outra cidadezinha vizinha, e, ao saber que ele a traía, saiu de casa direto pro bordel.
Ação desesperada, de certo. Muitas entram neste submundo por conta da pobreza em que vivem. Sem estudos e perspectiva melhor de vida, encaram a prostituição como modo de vida. Tornam-se profissionais do sexo, a mais antiga e menos prestigiosa das profissões.
Uma vez dentro, não há volta. Não existe ex-puta, muito menos ex-viado. Caiu na vida, sucumbiu ao (sub)mundo.
***
Coitada da putinha, pois mal sabia rebolar. Ainda terá que aprender muito. Seu primeiro pedido na cama:
- Me beija na boca?…
- Não – foi minha resposta seca.
Parecia mesmo que ela estava iniciando, pois nunca ouvi falar de puta que insinuasse rejeitar de sexo oral.
- Eu não gosto – dizia ela.
- Garota, se quer ser puta, que seja logo! Puta com cu doce se fode e apanha muito. Chupa logo minha rola, caralho! Você quer ser puta?
- Quero…
- Então chupa, porra!
***
Eu alternava momentos agressivos com outros mais tenros. A pobre garota não sabia sequer se masturbar.
- Se quiser viver nesta vida, vai ter que aprender a gozar a cara de seus clientes. Goze sozinha! Vai, porra, esfrega sua mão na buceta! – ela o fez, muito constrangida.
***
Na despedida, após eu muito zombar do amigo que insistia em permanecer por lá cantando músicas de Raul Seixas, ingenuamente, ela, agora menos bêbada e com um singelo sorriso nos lábios, disse-nos:
- Voltem, viu?
- Feliz 2009 para você! Vida nova!… – respondi
Tempo do verbo amar
Fevereiro 8, 2009
Amei, amo, sempre te amarei.